Fenômeno poderá influenciar o período chuvoso de 2027 no Nordeste, mas ainda não é possível dimensionar seus efeitos sobre as precipitações
A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) identificou o fortalecimento do fenômeno El Niño, que já apresenta intensidade muito forte em diferentes regiões do Oceano Pacífico Equatorial. De acordo com a análise semanal divulgada na terça-feira (3/11), as temperaturas das águas superficiais do oceano registraram anomalias de até 4,6°C acima da média, indicando a intensificação do fenômeno.
As projeções dos institutos meteorológicos americanos e europeus indicam probabilidade próxima de 100% de permanência do atual episódio de El Niño até o trimestre fevereiro, março e abril de 2027. A expectativa é de que as condições de neutralidade climática comecem a se estabelecer a partir do trimestre abril, maio e junho de 2027.
A continuidade do fenômeno merece atenção especial para o Nordeste brasileiro, considerando a possibilidade de influência sobre o próximo período chuvoso, previsto para os meses de fevereiro a maio de 2027.
Entretanto, a EMPARN ressalta que ainda não é possível determinar a intensidade dos possíveis impactos do El Niño sobre as chuvas na região. Isso porque o comportamento do Oceano Atlântico Tropical também exerce influência importante na distribuição e na ocorrência das precipitações no Nordeste, e suas condições futuras ainda não podem ser antecipadas com precisão.
*Monitoramento semanal*
O acompanhamento das condições oceânicas e atmosféricas é realizado pela Unidade Instrumental de Meteorologia da EMPARN, com base em informações de instituições internacionais, entre elas a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e o Climate Prediction Center.
A análise das condições do El Niño está sendo atualizada semanalmente, permitindo acompanhar a evolução do fenômeno e seus possíveis reflexos sobre as condições climáticas do Rio Grande do Norte e do Nordeste brasileiro.
Fonte: Unidade Instrumental de Meteorologia da EMPARN.
_Análise elaborada por Gilmar Bristot, em 3 de novembro de 2026